Sinceramente não estou interessado em entrar em elucubrações intelectuais sobre
"O que é cibercultura?" A
esta altura todo mundo já deveria saber, e se não sabem perguntem aos
especialistas em
marketing. "Cibercultura é o novo estilo de vida que está sendo criado ao redor
da informática e da Internet",
responderão prontamente, sem dúvida.
Mas não sejam ingênuos. Quando falam desse assunto, os especialistas na "arte
de vender" não estão se
referindo a hackers e ativismo político, arte digital, publicações eletrônicas
independentes ou novas formas de
organização dos cidadãos. Eles não estão interessados nas possibilidades que as
novas tecnologias oferecem
para criar um tecido social m ais rico, descobrir novas formas de arte ou
favorecer a criação de meios
comunicação independentes.
Seu objetivo é captar e fidelizar a nova geração de consumidores: "A geração
digital", um coletivo que se
identifica abertamente com a tecnologia e que criou uma nova cultura em torno
dela.
A atitude vital desse grupo poderia ser resumida na seguinte afirmação: "Gosto
de tecnologia e me orgulho
disso. Algum problema?" E que melhor estratégia para seduzir esse coletivo do
que vampirizar os códigos da
cibercultura? É triste dizer isso, mas os bancos, as empresas de informática,
os operadores de telecomunicações
["os senhores do ar", em definição de Javier Echeverría] se apropriaram da
estética da cultura digital [a arroba, a
gíria internauta, os prefixos "e", "cibe r", o adjetivo "digital"...etc.].
Agora são eles quem ditam o que é ou não a
cibercultura.
LAMIKIZ, ALEX. <http://listas.cev.org.br/arquivos/html/cevcomp/2003-09/msg00000.html>Acesso em 17 de setembo de 2009
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